sexta-feira, 1 de julho de 2011

Desenvolvimento na infância - Desenvolvimento Físico

 ·         O bebé quando nasce:
            - a cabeça representa ¼ do comprimento total do corpo;
            - não tem equilíbrio;
            - os olhos têm metade do tamanho final;
            - o corpo representa1/20 da estrutura final do adulto.

·         Relativamente ao peso:
            - é variável;
            - os meninos têm, geralmente, 4% superior ao das meninas;
            - as crianças que nascem com baixo peso conseguem aproximar-se das curvas de crescimento dos recém-nascidos normais, mas não igualá-los.

Desenvolvimento motor

·         Processo contínuo que começa com a vida (concepção) e a acompanha sendo agente de modificações e aquisições.

1.    Período germinal
– da concepção à primeira semana;
- este período tem um significado psicológico, social e biológico, quer para a criança, quer para a família.

2.    Período embrionário
– da segunda semana ao segundo mês;
- formação da maioria dos principais sistemas do corpo e caracteriza-se para um rápido crescimento e desenvolvimento dos sistemas;
- este período é muito vulnerável à influência de factores como doenças maternas, uso de medicamentos e drogas.
           
3.    Período fetal
- das oito semanas ao fim da gravidez;
- crescimento do corpo (influenciado pelos princípios do desenvolvimento: céfalo-caudal, próximo-distal e acção concentrada para específica) e aperfeiçoamento dos órgãos e sistemas em funcionamento.



Desenvolvimento sensorial

·         Constituído pelos cinco sentidos:

1.    Paladar – parece ser o sentido mais apurado à nascença, pois os bebés têm-se mostrado capazes de distinguir o sabor doce do amargo;
2.    Audição – alguns bebés respondem aos sons quase imediatamente após a nascença, outras apenas após alguns dias;
3.    Olfato – estudos provam que os bebés sentem o cheiro do leite quase desde o nascimento;
4.    Visão – desenvolve-se mais lentamente; o recém-nascido consegue focar, à nascença, a uma distância de 25cm, sendo possível ver a cara da mãe a amamentar;



5.    Tacto – este sentido é funcional desde o momento do nascimento, embora aumento a partir dos primeiros dias ou semanas após o nascimento; os recém-nascidos são sensíveis ao ritmo (embalar, palmadinhas no rabo, etc)


Desenvolvimento na infância - Desenvolvimento Físico

 ·         O bebé quando nasce:
            - a cabeça representa ¼ do comprimento total do corpo;
            - não tem equilíbrio;
            - os olhos têm metade do tamanho final;
            - o corpo representa1/20 da estrutura final do adulto.

 ·         Relativamente ao peso:
            - é variável;
            - os meninos têm, geralmente, 4% superior ao das meninas;
            - as crianças que nascem com baixo peso conseguem aproximar-se das curvas de crescimento dos recém-nascidos normais, mas não igualá-los.

Desenvolvimento motor

·         Processo contínuo que começa com a vida (concepção) e a acompanha sendo agente de modificações e aquisições.

1.    Período germinal
– da concepção à primeira semana;
- este período tem um significado psicológico, social e biológico, quer para a criança, quer para a família.

2.    Período embrionário
– da segunda semana ao segundo mês;
- formação da maioria dos principais sistemas do corpo e caracteriza-se para um rápido crescimento e desenvolvimento dos sistemas;
- este período é muito vulnerável à influência de factores como doenças maternas, uso de medicamentos e drogas.
           
3.    Período fetal
- das oito semanas ao fim da gravidez;
- crescimento do corpo (influenciado pelos princípios do desenvolvimento: céfalo-caudal, próximo-distal e acção concentrada para específica) e aperfeiçoamento dos órgãos e sistemas em funcionamento.



Desenvolvimento sensorial

·         Constituído pelos cinco sentidos:

1.    Paladar – parece ser o sentido mais apurado à nascença, pois os bebés têm-se mostrado capazes de distinguir o sabor doce do amargo;
2.    Audição – alguns bebés respondem aos sons quase imediatamente após a nascença, outras apenas após alguns dias;
3.    Olfato – estudos provam que os bebés sentem o cheiro do leite quase desde o nascimento;
4.    Visão – desenvolve-se mais lentamente; o recém-nascido consegue focar, à nascença, a uma distância de 25cm, sendo possível ver a cara da mãe a amamentar;


5.    Tacto – este sentido é funcional desde o momento do nascimento, embora aumento a partir dos primeiros dias ou semanas após o nascimento; os recém-nascidos são sensíveis ao ritmo (embalar, palmadinhas no rabo, etc)


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Desenvolvimento Pessoal - Desenvolvimento Psicossocial

Erikson centra-se nos aspectos psicossociais, discordando, assim, com a teoria de Freud, nomeadamente nos seguintes pontos:
ü Valorização exagerada da energia libidinal como chave explicativa d desenvolvimento;
ü Redução do desenvolvimento aos períodos que decorrem da infância à adolescência;
ü Subestimação das interacções indivíduo-meio;
ü Privilégio concebido à vertente patológica da personalidade.


Este defensor da perspectiva psicossocial valoriza a interacção entre a personalidade em transformação e o meio social, afirmando que o desenvolvimento é um processo contínuo que se inicia com o nascimento e se prolonga até ao final da vida.

Estádios do desenvolvimento

            Erikson apresenta oito estádios onde ocorre a manifestação de uma crise, em cada um deles, que é vivida em função de aspectos biológicos, individuais e sociais.
Conforme for resolvida a crise, a pessoa situar-se-á mais ou menos adequadamente no contexto social, retirando ilações para o relacionamento consigo próprio, com os outros e com a vida.

1.   Confiança vs Desconfiança (0 – 18 meses)
·         Relação que o bebé estabelece com a mãe: se compensadora, o bebé sente segurança, manifestando uma atitude de confiança face ao mundo (melhor capacidade de adaptação às situações futuras); caso contrário, o bebé desenvolve sentimentos que conduzem ao medo e desconfiança em relação aos outros, que poderão reflectir-se nas relações futuras;
·         Virtudes básicas: esperança e o impulso.

2.    Autonomia vs Vergonha e Dúvida (18 meses – 3 anos)
·         Contradição entre a vontade própria (impulsos) e as normas e regras sociais que a criança tem que começar a integrar;
·         Há uma necessidade de protecção e, em simultâneo, um gosto em experimentar;
·         Desenvolvimento da AUTONOMIA: se os pais encorajarem a criança a exercitar as habilidades motoras, ela desenvolve o controlo dos seus músculos, o que contribui para o domínio do seu próprio corpo e do ambiente que a rodeia;
·         Desenvolvimento da VERGONHA E DÚVIDA: se a criança for impedida de usar as suas capacidades ou lhe é pedido/exigido que as use precocemente, a criança desenvolve sentimentos negativos;
·         Virtudes básicas: força de vontade e autocontrolo.


3.    Iniciativa vs Culpa (3 – 6 anos)
·         A criança obtém prazer através da realização de actividades por iniciativa própria, sentindo orgulho nas suas capacidades. Se for muito punida, sente-se culpada por agir de acordo com os seus desejos, revelando falta de espontaneidade e sentindo-se inibida;
·         Já tem noção do que pode ou não fazer;
·         Neste estádio existe uma preocupação, por parte da criança, com a aceitabilidade dos seus comportamentos, o desenvolvimento das capacidades motoras, de linguagem, pensamento, imaginação e curiosidade;
·         Virtudes básicas: tenacidade, o propósito e a direcção.

4.    Mestria vs Inferioridade (6/7 anos – 12 anos)
·         Versus positivo: a criança desenvolve grandes aprendizagens (a nível académico e social), sonha com o sucesso, desenvolve esquemas cognitivos, sente-se competente (capaz de produzir); sentem-se bem sucedidas e acreditam nas suas capacidades e no seu valor pessoal, empenhando-se com prazer no trabalho --> MESTRIA;
·         Versus negativo: é o sentimento de inferioridade e inadequação que lhe advém de não se sentir segura nas suas capacidades ou de não se sentir reconhecido nem segura no seu papel no grupo social a que pertence, levando a bloqueios cognitivos e atitudes regressivas --> INFERIORIDADE;
·         Virtudes básicas: competência/capacidade e o método.

5.    Identidade do ego vs Difusão do ego (12 – 18/20 anos)
·         Marca o período da adolescência;
·         O adolescente necessita entender o seu papel no mundo e tem consciência da sua singularidade (ser único, com identidade própria, inserido num meio social onde tem vários papéis a desempenhar, interiorizando que tem que integrar diversas auto-imagens);
·         As fases anteriores deixam marcas, positivas ou negativas, que influenciarão a forma como se evidencia esta crise (vertente positiva: o adolescente adquire uma identidade pessoal e psicossocial; vertente negativa: o adolescente demonstra confusão quanto ao seu papel no mundo, tendo dificuldades em fazer opções);
·         Virtudes básicas: fidelidade e devoção.

6.    Intimidade vs Isolamento (18/20 – 30/35 anos)
·         Duas situações: o jovem adulto estabelece relações de proximidade e partilha com pessoas íntimas ou isola-se e tem dificuldades em relacionar-se;
·         Virtudes básicas: amor e filiação (querer sentir-se querido).

7.    Generatividade vs Estagnação (30/35 – 60 anos)
·         Fase de afirmação pessoal e de desenvolvimento das potencialidades do ego, nomeadamente, no mundo do trabalho e de interesse pelos outros (ocorre um comprometimento do adulto em relação ao futuro e à nova geração);
·         Vertente negativa: centralização nos seus interesses próprios e superficiais, levando o indivíduo À estagnação nos compromissos sociais, à falta de relações exteriores, à preocupação exclusiva com o seu bem-estar, posse de bens materiais e egoísmo;
·         Virtudes básicas: cuidado, ajuda aos outros e a produção.

8.    Integridade vs Desespero (a partir dos 60 anos)
·         Existe a integração e compreensão do passado vivido, a reflexão e balanço da vida;
·         Duas situações: se o idoso faz um balanço positivo do seu percurso vital, sente-se satisfeito e aceita a idade e as suas consequências (vertente positiva); se considera a vida mal sucedida, pouco produtiva e realizadora, o idoso renega a vida mesmo sabendo que não se pode recomeçar uma nova existência (vertente negativa);
·         Virtudes básicas: sabedoria e renúncia.

Nota: as virtudes básicas são bem adquiridas quando conseguimos um bom desenvolvimento e adaptação a cada estádio.

Desenvolvimento Pessoal - Desenvolvimento Psicossexual

Para Freud, o desenvolvimento humano e a constituição da mente explicam-se pela evolução da sexualidade.
Nota: a perspectiva psicodinâmica procura evidenciar aspectos em que a racionalidade humana falha: enfatiza as motivações inconscientes e o papel desempenhado pelas vivências emocionais infantis na estruturação da personalidade do adulto.
Os acontecimentos perturbadores ocorridos na infância são reprimidos por expressarem desejos sexuais inaceitáveis numa determinada sociedade, sendo recalcadas no inconsciente, continuando activas, influenciando o comportamento sexual do adulto (intimamente ligado às vivências infantis).

            No decorrer dos estádios, estes tendem a estar localizados numa zona erógena (as crianças obtêm prazer erótico quando estimulam as zonas erógenas):

1.   Estádio Oral (até aos 2 anos)
·         Zona erógena: boca (prazer em mamar; pôr objectos na boca);
·         ID: existe desde o nascimento;
·         Começa a formar-se o ego pela consciência das sensações corporais;
·         Dependência da figura materna para fornecer alimento;
·         Excesso de prazer leva a: optimismo, admiração e credibilidade;
·         Ausência de prazer leva a: pessimismo, inveja e desconfiança;
·         Neste período são importantes as percepções visuais e auditivas.

2.    Estádio Anal (dos 2 aos 4 anos)
·         Criança mais autónoma;
·         Zona erógena: região anal (prazer em controlar a retenção ou expulsão das fezes);
·         Começa a formar-se o superego ou a consciência moral;
·         Educação demasiado restritiva pode determinar dois tipos de personalidade adulta: retentivo-anal (perseguido pelo sentimento de culpa) ou expulsivo-anal (desorganizado, com tendências absolutistas).

3.    Estádio Fálico (dos 3/4 aos 5 anos)
·         Zona erógena: zona genital;
·         Caracterizada pelo complexo de édipo/Electra (atracção pelo progenitor do sexo oposto e agressividade perante o progenitor do mesmo sexo);
·         As proibições e normas impostas durante este complexo são interiorizadas, dando origem à formação do superego;
·         Fase caracterizada pelo exibicionismo;
·         Excesso de prazer leva a: orgulho, sedução e promiscuidade;
·         Ausência de prazer leva a: humildade, retraimento e castidade;
·         Formação do conceito do “eu”;
·         Definição da identidade sexual do indivíduo, de acordo com as expectativas da sociedade;
·         Órgão sexual: fonte de prazer, sendo comum a sua manipulação.

4.    Estádio de Latência (dos 6/7 aos 11/12 anos)
·         Diminuição da expressão da sexualidade (o apaziguamento das pulsões sexuais devem-se à amnésia infantil - processo pelo qual a criança reprime no inconsciente as experiências fortes do estádio fálico – forma de defesa);
·         A criança canaliza a energia psíquica, a libido, no sentido de adquirir as competências básicas para a vida em sociedade (existência do conceito “criança-modelo”);
·         Problemática do complexo de édipo/electra não se manifesta;
·         Curiosidade sexual --> Curiosidade intelectual;
·         ID, ego e superego estão completamente organizados nesta fase, encontrando-se a estrutura da personalidade praticamente formada.

5.   Estádio Genital (início da adolescência)
·         A sexualidade passa a ser dirigida aos outros e à consumação do acto sexual;
·         Problemática do complexo de édipo/Electra é reavivada;
·         A satisfação dos impulsos da libido é procurada pela prática de actividades sexuais de natureza genital.

Mecanismos de Defesa: (alguns exemplos)

Ø  Repressão – recalcar na consciência pensamentos, desejos, sentimentos e conflitos desagradáveis (ex: quando a criança é mal tratada pelos pais);
Ø  Formação reactiva – externalizar sentimentos opostos aos impulsos verdadeiros, quando estes são confessáveis (ex: ser bem tratado na casa da namorada pela “sogra”, porém sente que ela detestou a visita);
Ø  Projecção – disfarçar impulsos, sentimentos pessoais indesejáveis (ex: não gostarmos que uma pessoa, mas preferimos pensar que essa pessoa é que não gosta de nós);
Ø  Regressão – retorno do indivíduo a níveis anteriores do desenvolvimento (ex: quando uma criança coloca o dedo à boca como se fosse um bebé);
Ø  Deslocamento – redireccionamento de um impulso para um alvo substituto (ex: estar chateado com o patrão e descarregar na esposa quando chega a casa);
Ø  Introjeção – tudo o que nos agrada é atribuído a nós mesmos (ex: quando acontece algo de bom e a pessoa diz que aquilo correu bem porque ela estava lá).